A Vida Alheia

13/12/2017

Pra que desejar a vida alheia? Vira e mexe, vejo gente não só desejando os bens materiais alheios, mas também o cotidiano alheio. Que triste vida deve ter esse tipo de cidadão, não é mesmo? Além de estar insatisfeito com sua própria existência, ainda fica, por aí, desejando algo que jamais vai ter. É isso mesmo! Ele jamais terá a vida alheia, nem que batalhe muito para isso. Se ele desejasse uma vida próspera, aí sim a teria. Com batalha, esforço e dedicação, rapidinho conseguiria atingir o patamar desejado. Mas, sonhando com a vida de outrem, nem com macumba ele conseguirá.

 

Isso me lembrou certos casos de relacionamentos que terminaram porque alguém cobiçou o relacionamento alheio. Muita gente já veio reclamar disso pra mim. Mulheres que terminaram com seus namorados, só porque comparavam seus namoros com os namoros de outras amigas. Não satisfeitas com seus namorados, elas terminavam e ficavam sozinhas, ainda mais insatisfeitas. Tentavam voltar com os namorados, mas aí já era tarde demais. É claro que, se você não está satisfeito com seu relacionamento, termine logo. “Não ter um motivo para ficar já é um grande motivo para ir embora”, já dizia o ditado. Mas, se você está pensando que relacionamento perfeito existe, pode esperar pra sempre.

 

O mesmo vale para empregos, relações familiares, vida social, etc. Nada perfeito existe. Somente o Criador. Isso não é pessimismo. Isso é realismo – e olha que sou uma pessoa tão otimista que nem cogito a possibilidade de dizer que sou realista. Mas o fato de sabermos que nada perfeito existe nos dá um gás para corrermos atrás, pelo menos, de algo que nos faça felizes e nos satisfaça o máximo possível. Isso sim é completamente plausível. Satisfação, sensação de plenitude, alegria de viver... tudo isso não só é viável como necessário. Quando nos depararmos com alguma insatisfação, portanto, saibamos lidar com ela da melhor maneira possível, diferenciando os momentos de inveja dos de verdadeira decepção. Se estou decepcionada com alguma área em minha vida, tenho o direito – e o dever – de mudar isso. Mas, se estou apenas invejando a vida alheia, achando que minha trajetória é insignificante perto da de outrem, aí está na hora de tomar vergonha na cara e tratar de tirar esse sentimento negativo de dentro de mim.

 

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