Moradores de Águas Claras não tem Médicos no Saúde da Família

19/07/2018

Todo o atendimento primário de saúde do Distrito Federal foi transferido, no ano passado, para a chamada Estratégia da Saúde da Família. Na prática, isso significa que as unidades básicas de saúde de cada região passariam a ser formadas apenas por médicos especializados em saúde da família, acompanhados por enfermeiro, técnico em enfermagem e agentes comunitários.

O atendimento, assim, passou a ser definido pela área de residência do paciente: ele só pode fazer consultas periódicas e ter acompanhamento médico nas unidades que atenderem a área onde ele mora.

 

Para a população da "área vertical" de Águas Claras – formada por prédios de até 28 andares –, essa estratégia não os permite ter atendimento desde janeiro deste ano.

 

Os 120 mil moradores de Águas Claras Vertical só podem usar o Centro de Saúde 6, em Taguatinga devido à definição da Secretaria de Saúde. Uma única equipe é destinada à região de Águas Claras vertical – nela, porém, não há médico da família. O grupo é composto por um nutricionista, uma enfermeira e duas técnicas em enfermagem.

 

A enfermeira em questão foi responsável por atender a cabeleireira Maria da Paz Silva, de 63 anos. Na semana passada, ela chegou ao centro de saúde com dor nos rins e, por causa da falta de médico, foi atendida pela técnica. "Depois de passar por dois hospitais, cheguei ao posto, mas tive a resposta que a população da cidade em que moro não tem médico", disse ao G1.

 

Neste cenário, as únicas pacientes de Águas Claras vertical atendidas por um médico da família são as grávidas que necessitam do acompanhamento pré-natal. Devido a prioridade no atendimento, elas são atendidas por profissionais destinados a outras regiões.

 

As pessoas não atendidas vão para uma lista de espera de atendimento no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), que já está com mais de 80 pacientes esperando por uma consulta. Uma delas é a professora Amanda Rocha, de 20 anos, que sofreu uma crise de ansiedade há quatro meses. Ela foi ao posto de saúde três vezes, não conseguiu atendimento e acabou encaminhada para a espera e disse ao G1: "Acho que o governo pensa que quem mora em Águas Claras não precisa de saúde pública, mas nem todo mundo aqui tem condições de ter plano de saúde". Sem acompanhamento médico, ela não conseguiu renovar a receita que precisa para comprar o remédio de uso restrito. Por isso, está há quatro meses sem tomá-lo.

 

De acordo com a assessoria da Secretaria de Saúde, não há previsão de contratação de médico da família para a região de Águas Claras Vertical, mas afirmam que os moradores da região tem a disposição o Posto de Vacinação, na Avenida Araucárias; a Policlínica, em Taguatinga, que oferta especialidades médicas, como pediatria, ginecologia e reumatologia; e os hospitais regionais de Taguatinga e Samambaia, para emergências. Além disso, há a previsão de construção de duas unidades básicas de saúde em Águas Claras.

 

Participe do Grupo de Águas Claras Mídia de Moradores no WhatsApp – Contribua para a melhoria e desenvolvimento de nossa cidade! - Envie nome, endereço e telefone para: contato@aguasclarasmidia.com.br  

Sitewww.aguasclarasmidia.com.br
Facebookwww.facebook.com/aguasclarasmidia
Instagramwww.instagram.com/aguasclarasmidia
Twitterwww.twitter.com/aguasclaramidia
Youtubewww.youtube.com/aguasclarasmidia

 

Águas Claras Mídia – Sua Cidade em um Click

 

#AguasClarasMidia #AguasClaras #AguasClarasDF #Saúde #FaltadeMédicos #SaúdedaFamília

Compartilhe no Facebook
Compartilhe noTwitter
Please reload

Posts Em Destaque