Ouça Seu Corpo

25/04/2018

Nosso corpo é uma máquina muito inteligente. Embora estejamos nele só por um período - somos muito mais que um pedaço de carne -, ainda devemos ouvi-lo com atenção. Às vezes, os sinais são claros: enxaqueca, enjoo, tontura, taquicardia, cólica, dor de garganta, dor nos dentes, etc. Mas, e quando os avisos são mais sutis? Começam com um incômodo claramente fácil de resolver. Se for uma dorzinha, dipirona. Inflamação, ibuprofeno ou nimesulida. Queimação, sal de frutas. Alergia, anti histamínicos. E assim vai. Vamos mascarando os problemas, sem buscar a raiz deles.

 

Muitas das vezes, o que nos falta são somente umas vitaminas e alguns minerais. A maioria da população tem deficiência de vitamina D, por exemplo. E o iodo? Nós o perdemos simplesmente ao suarmos. Isso significa que estamos jogando fora muito iodo por aí, todos os dias. Estamos o repondo suficientemente? Falta de iodo traz problemas para engravidar, cabelos e unhas quebradiços, depressão, ansiedade, metabolismo lento, pele seca, mãos e pés frios, etc. Já a falta de vitamina D impede que o cálcio seja absorvido, causando problemas nos ossos, além de facilitar o aparecimento de doenças cardiovasculares, autoimunes, diabetes, entre outras. 

 

Magnésio então, nem se fala. Cromo, vitaminas do complexo B... quanta gente anda deficiente por aí e nem sabe. Por que? Porque, quando vamos ao médico, a primeira coisa que ele faz é receitar remédios para mascararem nossos problemas. Eu já cansei de ir a médicos que não me ouviam direito, que achavam que eu estava louca e que logo já me receitavam um remédio. Embora eu reconheça a importância dos medicamentos em nossas vidas - sou uma grande admiradora das conquistas científicas -, não saio por aí tomando tudo o que me receitam. Infelizmente, nossa cultura ainda nos faz acreditar que o artificial é melhor. Sendo assim, muita gente é vencida pelo cansaço - e pressão enorme da família - e acaba cedendo à indústria do remédio - que, por sinal, tem os mesmos donos que a indústria alimentícia. Coincidência?

 

Eu mesma já me rendi diversas vezes - mesmo escutando muito bem meu corpo - só porque a "opinião do médico é melhor" que a minha, segundo meus pais. Longe de querer ser arrogante e achar que sei mais que o médico. Poxa, ele estudou durante anos e tem muito conhecimento. Mas, infelizmente, em uma consulta de 30 minutos ele não vai conseguir me entender tão bem quanto eu me entendo. Sei que existem os exames laboratoriais para isso - e eles são realmente a melhor parte da medicina, na minha opinião. A partir deles, podemos estudar e mapear nosso organismo da melhor maneira possível, sem pressa e quase sem falhas. Cabe a nós, portanto, após esses exames, optar por tratamentos que vão na raiz do problema. 

 

Claro que cada um faz o que quer da vida e somos todos livres para nos medicarmos o quanto quisermos. Acreditamos naquilo que mais nos faz bem. Mas, antes de sair desesperado tomando tudo o que te indicam ou que é falado no Google (eu já fiz isso, sei bem o quão maléfico isso pode ser), reflita um pouco. Escute suas emoções, pois elas dizem muito sobre você e refletem diretamente no corpo físico. Os pés indicam as nossas raízes, os joelhos, o apoio para dar e receber colo. Os genitais, a energia da vida, o ventre, o processador de emoções - e isso inclui fígado, estômago, intestino, etc. Corações e pulmões dizem respeito ao nosso pulso vital, enquanto a cabeça está diretamente relacionada a todas as nossas emoções. 

 

"A enfermidade é um conflito entre a personalidade e a alma. O resfriado escorre quando o corpo não chora. A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições. O estômago arde quando as raivas não conseguem sair. O diabetes invade quando a solidão dói. O corpo engorda quando a insatisfação aperta. A dor de cabeça deprime quando as dúvidas aumentam. O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar. A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável. As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas. O peito aperta quando o orgulho escraviza. A pressão sobe quando o medo aprisiona. As neuroses paralisam quando a “criança interna” tiraniza. A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade. Os joelhos doem quando o orgulho não se dobra. O câncer mata quando não se perdoa e/ou cansa de viver. E  as dores caladas? Como falam em nosso corpo? A enfermidade não é má, ela avisa quando erramos a direção."

 

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